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‘Não consigo me libertar dessa dor’, desabafa mãe após filha morrer envenenada em Aracaju; ex-companheiro é acusado

Mãe desabafa sobre caso da filha que morreu envenenada em Aracaju Após o Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) formalizar a denúncia de feminicíd...

‘Não consigo me libertar dessa dor’, desabafa mãe após filha morrer envenenada em Aracaju; ex-companheiro é acusado
‘Não consigo me libertar dessa dor’, desabafa mãe após filha morrer envenenada em Aracaju; ex-companheiro é acusado (Foto: Reprodução)

Mãe desabafa sobre caso da filha que morreu envenenada em Aracaju Após o Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) formalizar a denúncia de feminicídio contra o ex-companheiro de Rayanna Helem Santos Bezerra, que morreu envenenada em Aracaju, a mãe da vítima falou com a TV Sergipe, nesta quarta-feira (3), e desabafou sobre o processo de luto que tem enfrentado. “É uma dor imensurável, porque a morte de minha filha foi muito cruel, foi muito feia. Todos os dias eu fico imaginando a minha filha agonizando, pedindo e ele só olhando para ela, apenas deixando ela morrer. Então isso me consome todos os dias e eu não consigo me libertar dessa dor”, disse Rosineide do Santos, mãe de Rayanna. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp O procurador de justiça e diretor da Coordenadoria de Apoio às Vítimas (Coavit), Rogério Ferreira, afirma que a mãe continua sendo acolhida pelo MPSE. "O objetivo da coordenadoria é dar à vítima, as informações necessárias sobre aquilo que está acontecendo, seja numa fase de inquérito policial ou na fase de um processo criminal, permitir viabilizar a possibilidade das vítimas de recuperar a sua saúde física e mental, fazendo os devidos encaminhamentos para a rede pública e também promovendo os direitos da vítima", disse. Vítima foi enganada Rayanna Helem Santos Bezerra, de 32 anos, morreu em dezembro de 2025, em Aracaju Reprodução TV Sergipe Segundo o delegado que investigou o caso, Kássio Viana, Everton Ferreira de Souza planejou a situação para que ambos tirassem a vida juntos, na casa dele, tomando sorvete envenenado. No entanto, ele colocou chumbinho apenas no sorvete que Rayanna consumiu e o exame toxicológico do corpo dela confirmou a causa da morte como envenenamento. Em março deste ano, Everton foi preso e interrogado. No depoimento dele foram encontradas inconsistências e contradições, que foram reforçadas pelo conteúdo das conversas extraídas do aparelho celular da vítima. Para a polícia, Everton não aceitou o fim do relacionamento com a vítima e isso motivou o feminicídio com requintes de crueldade.